«Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.»Fernando Pessoa
Sexta-feira, 4 de Novembro de 2005
«Andorra»

«Andorre»

Andorre, cité austère et mystérieuse,
Telle, du moins, la décrivait-on autrefois.
Mais son évoluition,lente et heureuse,
L'a rendue joyeuse et prospère,à la fois...

Tel un nid d'aigles, au creux de la montagne,
N'y avaient accès que les hardis muletiers.
Songeant au passé, la nostalgie nous gagne,
Et, du progès, on se passerait volontiers...

Tes rues, vieille Andorre, sont pavés de grés,
Dans tes maisons, aussi solides que le roc
Pour supporter le froid,
On se serrait de près,
Et moines, en passant, venaient chauffer leur froc...

Grand feu dans l'âtre,provisions au grenier,
Pour tous grands et petits, de quoi passer l'hiver,
Assez pauvrement, on ne saurait le nier,
Sans, pour autant, se mettre le coeur à l'envers...

Emergeant de ton cirque de pierres grises,
Tel un papillion qui sort de sa chrysalide,
Andorre, tu nous enchantes et tu nous grises,
Dans ta splendeur juvénile, et sans rides...

Ingénieux,audacieeux,parfoiss téméraires,
Les Architectes qui ont bâti Andorre
Ont montré, amplement, leur savoir-faire
Et il est vraiment juste qu'on les honore...

L'air que l'on respirait,jadis,à Andorre,
De tous élèments nocifs,était débarrassé.
Aujourd'hui, chacun le sait et le déplore,
L'air pur, nous devons, c'est certain, nous en passer...

A-t-on souvenir des bruits familiers d'antan,
Doux à entendre, que l'on ne peux oublier...?
Remplacés, de nous jours, par des bruits irritants,
Assourdissants, qui nous rendront fous,à lier...

Nous n'entendrons plus des cloches, les clochettes,
Mais, des autos, nous entendons les rugissements.
Nous n'entendrons plus les joyeux airs de fête,
Mais, des routes, nous parvient un sourd grondement...

A cette dure et triste réalité,
Impuissante, Andorre n'a pû échapper.
A-t-elle, vraiment,perdu sa tranquilité...?
Oui, et elle cherche, en vain, à la rattraper...

(...)

La neige est tombée, douce et imaculée
En flocons serrés, blanche neige est tombée,
Recouvrant, de son manteau, épais et moelleux,
Les monts et les plaines, les pitons et les creux...

Que vous dirais-je de plus? Je ne le vois pas...
A écrire ces vers, je me suis amusé
De mon poème,c'est la fin, n'en doutez pas,
Car , en toutes choses, il ne faut abuser...

Este poema foi escrito por H.Riquet, "un vieux poète" francês que escreveu este poema quando passou alguns dias em Andorra.Este poema foi oferecido ao meu irmão quando esteve em Andorra,ele pediu-me para o guardar e eu...coloquei-o aqui neste meu blog.Sei que poderá não ser fácil compreendê-lo,mas para mim o francês é a minha segunda língua.



publicado por Bia às 19:43
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